Salar de Uyuni e Deserto de Atacama

Sexta-feira saimos de Uyuni e fomos fazer a travessia pelo Salar de Uyuni e Deserto de Atacama. Ja tinha pesquisado bastante pela net e acompanhado muitos relatos de internautas que fizeram este tour.  Negociamos um pacote de 3 dias e 2 noites, com saida de Uyuni e chegada em San Pedro de Atacama, no Chile.

dsc01800.jpg Nosso carango: Um toyota Land Cruiser 4X4, com dois lugares na frente e mais dois bancos com 3 lugares. A inglesa e o guia na frente, Eu o alemao e o mexicano no meio, e Daniel e Raphael atras 

Saimos na sexta as 10 da manha em um Toyota Land Cruiser 4X4, eu Daniel e Raphael, uma inglesa (Silvia), um mexicano (Jorge) e um alemao (Svein – mas so descobrimos o nome dele no ultimo dia).

A primeira parada foi no cemiterio de trens, um local onde os bolivianos encostam os trens que nao utilizam mais, que eram a vapor e que estao fora de linha. Interessante, mas nada de muito anormal…

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De la fomos a um vilarejo, Colchani, onde os gringos compram artesanato e onde conhecemos a primeira Llama da viagem. Raphael cismou de querer montar nela pra tirar uma foto… Nao conseguiu, mas passou a perna nela… hehehe.. Animal docil e facil de ser domesticado, ao contrario das vicunhas que sao muito parecidas mas sao selvagens. vimos muitas no tour e muitas llamas tbem. a diferenca e que as vicunhas sa todas marrons e tem pelos menores, e sao um pouco menores tambem.

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Saimos de Colchani e fomos pro Salar, onde acontece a extracao de sal. Ja comecou a ficar bonito e tiramos algumas fotos.

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Saimos do local da extracao e entramos de vez no Salar. E impressionante a imagem, pra onde a gente olha parece que nao tem fim. Uma imensidao branca…

Conhecemos o Hotel de Sal que fica dentro do Salar, uma construcao feita so com blocos de sal. Ate os moveis (mesas, cadeiras, etc.,) sao feitas com blocos de sal.

Depois rodamos um bom tempo pelo salar e chegamos a Isla del Pescado. Lugar impressionante. Nao tem como descrever. Parece uma ilha no meio do Salar, com muitas pedras, cactus gigantes, umas subidas de pedra onde a gente perde o folego (afinal estamos a mais de 3 mil metros acima do nivel do mar). Um visual la de cima de todo o Salar e de um vulcao inativo que tem proximo da ilha. La na ilha nosso guia-motorista-cozinheiro, Raul, preparou nosso almoco e comemos em umas mesas feitas com blocos de sal. Comemos Chuleta, salada de Tomate com Pepinos e quiñua (axo que e isso, uma imitacao de arroz mto ruim… rsrsrs).

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Rodamos mais, passamos por paisagens impressionantes, coisa de outro planeta. A toda hora pediamos Raul para parar o carro para tirar fotos.

Ao final da tarde chegamos em um pequeno vilarejo, muuuuiiito frio, onde nos hospedamos na casa de Don Andres. Claro que fomos direto pra cerveja. Desta vez Raphael, que ja tinha sarado do Soroche (mal da altitude) nos acompanhou na cerva. Tomou pouca cerva, tomou uma sopa e foi dormir. Enquanto isso eu e Daniel tomavamos cerva e tentavamos sem muito sucesso ensinar Truco pra Inglesa e pro Mexicano. E o interessante e que eles que pediram. O mexicano ja tinha ouvido falar do jogo de truco e tinha muita vontade de aprender. Nao sei o que era mais dificil, ensinar pro mexiano ou pra inglesa… Muito portunhol, um pouco de espanhol e menos ainda ingles… Com muito custo conseguimos ensinar o basico. Rimos bastante, claro: Truco! Sies! Nueve… Um toro! hahaha… Nunca imaginei que jogaria truco em espanhol… Ganhamos, claro, eu e Daniel contra a inglesa e o mexicano.

Comemos um frango assado e jogamos mais um pouco, ate desligarem a luz (nao tem luz eletrica, a energia funciona com um motor a diesel).

As 6 da manha nosso guia nos acorda pra seguirmos viagem. Um frio que doia ate a alma. Para se ter uma ideia do frio que fazia, deixamos uma garrafa de agua mineral no carro e quando entramos ela estava congelada. A viagem que ja estava com paisagens impressinantes comecou a ficar ainda melhor… Muita neve e lagos congelados! Dava pra andar sobre os lagos, em cima do gelo… Claro que nao arriscamos e ficamos so na beiradinha. Na hora de irmos embora, tinha uma raposa pertinho do carro. Nosso guia jogou uns pedaços de pao e ela chegou muito perto da gente.

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Passamos ao lado de um vulcao – desta vez um vulcao ativo, onde saia uma fumaça do seu cume.

Passamos pela Arvore de Pedra (formaçoes rochosas feitas com lava de vulcao). A arvore de pedra era uma rocha e foi sendo esculpida com o tempo pelo vento. Escalamos umas pedras, tiramos muitas fotos e ns escondemos atras das pedras, pois o vento e o frio estavam insuportaveis.

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Paramos em um local com muita neve, onde voltamos a ser criancas: guerra de neve e muitas quedas e risadas. Daniel tomou umas duas quedas e Raphael tambem. Eu como estava com a maquina fotografica nao pude cair, mas acertei algumas bolas de neve em Bolha…

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Visitamos a Laguna Colorada, onde, por causa de algas, a lagoa muda de cor no meio da tarde e fica avermelhada. Cheia de Flamingos rosas, o que da um contraste legal com a lagoa.

Visitamos tambem a lagoa verde, muito legal e tambem congelada.

Chegamos a tardinha no Parque Eduardo Avaroa, onde fica o acampamento onde iriamos dormir. MUUUITO FRIO. O acampamento fica a 5000 metros acima do nivel do mar. Chegamos com muito frio e um vento que quase me arrastava. Fui tomar um banho (nao tinha agua quente, a agua estava congelando), e claro que foi um banho de gato: molhava as maos e gritava, molhava o rosto e gritava de novo, o suvaco e gritava mais ainda. Estao achando que sou doido? Pior foi Daniel e Raphael que foram la pra fora do acampamento jogar bola com os gringos… Eu nao vi, mas eles falaram que foram os artilheiros da partida… hehehe. Tambem, jogar com alemao, com a inglesa, com chineses, japoneses, franceses e outros pernas de pau, ate eu! Rsrsrs

dsc01941.jpg  Futebol nas alturas: 5000 mts acima do nivel do mar

Vou contar um detalhe aqui que nao sei se deveria: enquanto eu estava no banho, o pessoal foi jogar bola e trancou o quarto, com um daqueles cadeados de segredo, com combinaçao de 3 numeros. Como eu ja estava congelando e nao animei ir la fora, fui tentando abrir o cadeado (ele faz um clique quase imperceptivel quando a gente coloca no numero certo).

Quando o pessoal chegou, a inglesa pensou que eu tinha arrombado  cadeado, e eu expliquei que era facil abrir cadeados deste tipo. Logo apareceram mais cadeados e o alemao me entregou o cadeado dele pra eu abrir. Levei alguns minutos e eles aprensivos, ate que consegui abrir… Eles fizeram o maior barulho! A gente ria demais. Virou o passatempo ate  janta ficar pronta, eles tentando abrir os cadeados uns dos outros… Fomos pra saleta do acampamento e claro, jogar mais truco! Desta vez eu e a inglesa contra Daniel e o mexicano. Era hilàrio… Espanhol, Portunhol, Ingles… Quando a gente tentava explicar eles olhavam com cara estranha e a gente perguntava “entendeu?” e eles respondiam “no mucho”… a gente ria demais. No final ganhamos (eu e a inglesa) de dois “toros” a um. O mexicano prometeu treinar mais pra próxima… rsrsrs

 Fomos dormir, pois nesta noite acordariamos as cinco da manha. Nao conseguimos dormir direito, Raphael acordou de madrugada pra meditar no vaso, e voltou com mais frio ainda.

As 5 em ponto nosso guia-motorista-cozinheiro bate na porta pra gente levantar. Quase nao acreditei… Nao tinha a minima condiçao de sair da cama. Era um frio insuportavel. Mas tinha que levantar, nao tinha jeito. La fora ainda estava escuro, um ceu muito estrelado e bonito. Arrumamos as mochilas e levamos pra Raul amarrar em cima do carro. Daniel e Raphael ja estavam dentro do carro, encolhidos. Raul la em cima do carro amarrando as mochilas numa escuridao danada. Coloquei minha mochila em cima de uma cadeira perto do carro e peguei a lanterna pra iluminar pra ele. Mas a lanterna nao iluminava nada, as pilhas ja estavam fracas. pedia ao alemao que ja estava no carro a lanterna dele emprestada e iluminei pro Raul amarrar as bagagens. Tudo pronto, entramos no carro, os vidros congelados, nao dava pra ver nada. Andamos uns 10 minutos quando tenho aquela famosa sensaçao de estar esquecendo algo. Fui passando mentalmente minhas coisas: oculos no bolso, carteira no bolso, blusas de frios todas vestidas, gorro na cabeça, balaclava também, passaporte na mochila pequena… Opa! Cade a mochila pequena? Tinha ficado sobre a cadeira, no acampamento! hehehe… Raul quase nao acredita quando falo com ele ue minha mochila com documentos e passaporte tinha ficado pra tras… Voltamos, pegamos a mochila e seguimos viagem. 

dsc01961.jpg 20 graus negativos e os vidros do carro congelados

Antes de amanhecer o primeiro espetaculo do dia: os geiseres… Vapor dagua que sai de baixo da terra. E muitos buracos com lava fervente. Neve por todo lado e o vapor subindo, em um frio terrivel. Mas muito bonito. Tiramos mais um monte de foto e seguimos viagem antes que congelassemos.

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Chegamos ao amanhecer as “Aguas termales”, um poço de agua quente… Um frio de uns 10 negativos e os gringos tudo tirando as roupas e nadando. E nos tremendo e com os pes tudo doendo, congelando os dedos. La nas Aguas termais tomamos o cafe da manha e seguimos viagem. Tinha muita Gaivota, comecei a jogar pequenos pedacos de pao e juntou umas 50 em volta de mim… muito legal.

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Arrancamos de novo e passamos por muita neve, pra onde a gente olhava era tudo branco. Visitamos mais algumas lagoas e chegamos a Laguna Blanca e Laguna Verde. Sao duas lagoas que se conectam por um pequeno rio, mas cada uma de uma cor diferente. Ao fundo o Vulcao Licacanbur. Paisagem muito bonita.

dsc01971.jpg Nossa turma de viagem pelo Salar e Deserto de Atacama. Ao fundo o Vulcao licacanbur

Saimos e seguimos em direçao a fronteira com o Chile. Chegamos por volta de umas 11 da manha na fronteira onde carimbamos a nossa saida da Bolivia. Nos despedimos dos nossos companheiros e do Guia e embarcamos em um Onibus em direçao a San pedro de Atacama, no Chile. Foi nosso reencontro com o asfalto, que ha muito tempo a gente nao via.

A gente tinha programado ficar uns 3 dias em San Pedro. Porem, nosso primeiro contato nao foi dos melhores. Nao gostamos da cidade, e ainda por cima os preços sao um assalto. cerva a 8 reais, refrio 4 reais, almoco 25 reais pra cada… Pra quem almocava por 3 reais na Bolivia, foi um susto. Nao achamos passagem pra ontem e tivemos que ficar aqui ontem e hoje. Compramos passagem pra Arica e vamos daqui a pouco, as 8:45 da noite (sao 18:54 agora).

Ontem assistimos o jogo da seleçao (vide post abaixo) e hoje rodamos pela cidade. Até procissao acompanhamos hoje… hehehe

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Assim que der conto mais…

OBS.: Ainda nao me acostumei com esses teclados, por isso desculpem os erros, falta de acentuaçao, etc…

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  • "Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver." Amyr Klink
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