Ja estamos em Oruro

Conseguimos finalmente chegar em Oruro. Aqui sao mais de 3500 metros de altitude e DDD já esta de cama. É o tal do Soroche (mal da altitude): dor de cabeça, tonteira, enjôo e vômitos. Está no hotel deitado, enquanto eu e Daniel estamos rodando pela rua numa feirinha, pois o trem só sai às 7 da noite para Uyuni. Eu estava tonto tambem, tinha até tomado um remédio para o Soroche (soroche pills, uma cápsula) mas nao fez muito efeito, entao o jeito foi experimentar as folhas de coca (nao dá onda nao, mas amarga demais… rsrsrs). Passou a tonteira e já estou melhor. Como disse antes, hoje às 7 a gente pega um trem para Uyuni e de lá fazemos a travessia do deserto do atacama em um jipe 4X4. Serao 4 dias de travessia e pegaremos até 20 graus negativos. Por falar em 20 graus negativos, hoje já vimos neve aqui em Oruro.

A viagem até aqui foi uma comédia. Pegamos um aviao em Puerto Suarez (detalhe: aviao da Fuerza Aérea Boliviana, o FAB 101) e voamos até Santa Cruz de La Sierra. A aeromoça quando foi lá na frente explicar os procedimentos de emergência, acho que olhou pra cara de DDD, pois deu uma crise de riso que nao conseguia mais parar. De Santa Cruz pegamos um taxi direto pro terminal Bimodal (trem e onibus) mas nao tinha nenhuma vaga para Cochabamba. Tivemos que pagar mais caro num ônibus horrivel. A passagem que era 54 bolivianos ja estava sendo vendida por 70 e nós tivemos que pagar 90 bolivianos cada um. A Polícia Boliviana descobriu que a agência estava vendendo por 70 e fez devolver a diferenca pra todo mundo, quando a gente ja estava dentro do ônibus, saindo pra viajar. O policial e o funcionário da agência devolvendo o troco pra todo mundo. Dentro do ônibus, tinha familias com umas 5 criancas de colo em 2 poltronas, cheio de menino chorando, tinha leitao, galinha, pintinhos, uma zorra. Um bêbado sentou no chao e fez a viagem toda sentado no pé de Bolha.

Chegamos em Cochabamba às 5 e corremos pra comprar logo a passagem pra Oruro. Um frio F…. Chegamos às 5 e ja embarcamos as 6.

Chegamos às 10 da manha em Oruro, com DDD ja passando mal, compramos as passagens de trem pra Uyuni e arrumamos um hotel pra DDD descansar. Daqui a pouco ele melhora. Se nao melhorar, de noite ele sara, porque em Uyuni a altitude é bem menor. Ah, nao tinha mais lugar no trem, compramos os últimos lugares, vamos naqueles bancos de madeira, parecendo banco de praça, seis horas de viagem. Até parece que nao vamos viajar no vagao restaurante, tomando cerveja, né? hehehe

Nao coloquei as fotos porque esquecemos o cabo de conexao no hotel, mas ja tem um monte de fotos novas. Até da neve já tem e de Bolha mascando coca e eu com chapeu do Chaves também. E claro que tem de DDD passando mal… hehehe

Se der em Uyuni a gente coloca.

Abs…

Nada de Trem da morte…

O trem voltou a funcionar. Ficamos hoje mais de duas horas na fila pra comprar passagens, mas quando chegamos nao tinha mais lugar. So amaha a noite, e como a gente ia ficar 22 horas no trem, optamos por fazer este trecho ate Santa Cruz de aviao amanha. De Santa Cruz vamos para Cochabamba e de la para Oruro, onde a gente pega um Trem pra Uyuni. Em Uyuni comeca a viagem de 4X4 pelo deserto do Atacama, no Chile.

De dia fomos a uma feira aqui perto que tinha roupas a precos inacreditaveis. Bolha e DDD compraram mais um blusao de frio cada um e compramos mais uma mochila pra cada, pois a nossa ja nao esta mais cabendo as coisas.

dsc01748.jpg Bolha e DDD comprando roupa de frio

Ontem de noite saimos por aqui e descobrimos um local onde tinha um povo dancando as dancas tipicas deles. Como eu E Bolha ja estavamos meio animados depois da tarde toda na beira da piscina, regados a muita Paceña Huari (cerveja), entramos na danca. Se nao arrumar emprego ai na volta, Eu e Bolha ja podemos ser instrutor de danca boliviana (as fotos da danca estao censuradas).

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Como diz DDD: Se pra gente esta assim, imagina pra Classe media…

Conhecemos uma galera aqui que saiu de Londrina, Curitiba e Ponta Grossa, no Parana. Tudo com cara de argentino. Ficamos ate tarde tomando, ate chegar dois caras com caras de bandido. Ainda bem que cismaram que eu tinha cara de Policia Federal (e olha que eu estava com a camisa da selecao Boliviana).

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Festa na noite Boliviana

Antes de dormir, fomos ao restaurante do hotel, mas ja estava fechado. Como a gente nao tinha almocado, saimos pra rua de novo pra procurar um restaurante aberto. Achamos uma churrascaria, mas nao inspirou muita confianca e Bolha nao quis, so porque o arroz parecia uma papa. Voltamos ao barzinho que a gente tava e pedimos Pollo com pappas (frango com fritas) e levamos pra comer no hotel. Cada um de nos comeu dois pratos. Nao sei se era a fome, mas tava bom demais, um dos melhores Pollos que ja comi. Cada prato saiu a 7 bolivianos, o que da mais ou menos 2 reais.

 dsc01757.jpg Bolha as 4 da manha comendo Pollo

Nota de esclarecimento: Como voces repararam, nao citei Raphael DDD ate agora. E que depois da cerveja na beira da piscina, foi pro quarto e nao deu conta mais de sair. Jantou no quarto mesmo e dormiu o tempo todo.

Hoje fomos na Zona Franca. Compramos uma vodka Stolichnaia (nao sei se e assim que escreve) e os dois ja beberam metade dela na beira da piscina hoje.

Amanha voamos pra Santa Cruz e de la vamos direto pra Cochabamba. Nao sei se consigo escrever amanha.

OBS: Ainda nao consegui entrar em acordo com esse teclado, por isso desculpem os varios erros a falta de acentuacao.

Aventura…

Se era aventura que a gente queria, ela comecou. (nao consigo escrever direito com esse teclado, nem colocar acentos…).

Ontem saimos de Campo Grande para Corumba. Tudo tranquilo, saimos as 3 da tarde pra passar pela estrada de dia e conhecer o pantanal. Ate o onibus quebrar, e ficarmos um tempao ate consertar o onibus. Passamos pelo pantanal de noite e todo mundo dormindo, conseguimos ver nada…

Chegamos tarde em Corumba e os hoteis todos lotados. Conseguimos um, depois de andar bastante com as mochilas nas costas (obs: minha mochila pesa 14 kg, a de Daniel 13,7 kg e a de Raphael 21 kg). Pra se ter uma ideia do nivel do hotel, dormi dentro do meu saco de dormir, em cima da cama. Acordamos, vimos o treino da formula 1 (Massa em 4•) e pegamos um taxi ate a fronteira com a Bolivia. Carimbamos o passaporte e pegamos outro taxi (agora ja e taxi boliviano) e fomos pra estacao de trem, pegar o trem da morte. Como hoje e sabado, tem 2 trens saindo, e haviamos programado para ir no trem das 5 da tarde. Havia, porque quando chegamos na estacao, demos de cara com um aviso falando que as viagens estavam todas suspensas, por causa de uma greve de madeireiros e que haviam interrompido a estrada.

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Amanha as 9 da manha vao fazer um comunicado pra falar se continua paralizado as viagens ou se voltam ao normal. Ja decidimos que se continuar, pegamos um aviao na segunda ate Cochabamba.

Enquanto isso, conseguimos um hotel (o melhor ate aqui, com piscina, TV a cabo, colchoes de mola, ar condicionado e tudo mais) por 70 reais a diaria. Aqui na Bolivia e mesmo tudo muito barato. Fomos hoje em um shopping aqui perto do hotel (tem uma zona franca, Johnnie Walker Red a 12 dolares), almocamos por la mesmo e voltamos pro hotel. Passamos a tarde na beira da piscina tomando Paceña Huari, uma cerveja muito boa.

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Agora vamos tomar um banho e dar uma volta pela noite de Puerto Quijarro.

Amanha tem mais… Vamos pescar no Rio Paraguay amanha se o Trem da Morte nao voltar a funcionar.

Começa a Viagem

Só agora consegui acesso à internet, então a viagem que pra nós começou anteontem, só agora começa pra vocês…

 

Saímos de Montes Claros no ônibus das 17:45 com destino a Belo Horizonte, mas que só deixou a rodoviária às 17:55, porque Raphael, que havia comprado passagem pra 17:45 só chegou na rodoviária as 17:50. Tivemos que pedir ao motorista para esperá-lo. Nem despedir de sua mãe ele conseguiu, pois o motorista arrancou o carro antes que ele chegasse…

Chegamos meia-noite em Belo Horizonte e, claro, fomos tomar umas. Xande e Otávio já esperavam a gente. Fomos dormis umas 4 da manhã e às 7 já estávamos de pé, pois tínhamos que embarcar no Aeroporto de Confins às 9:30.

Raphael embarcou em um vôo pra Campo Grande com conexão em Brasília enquanto eu e Daniel embarcamos em outro com escala em Uberaba e conexões em Congonhas e Curitiba. Os vôos saíram com atraso de Confins de mais de uma hora. Raphael perdeu a conexão em Brasília e depois de muito custo a companhia arrumou outro vôo pra ele com escala em São Paulo e Cuiabá. Chegou em Campo Grande quase oito da noite, em uma viagem que estava programada pra chegar ao meio dia.

Nossa viagem não foi diferente. Saímos com atraso também, fizemos escala em Uberaba e chegamos em Congonhas quase 2 e a próxima conexão era 15:40… Sobrou tempo pra tomar Brahma lata a R$ 3,90 (depois de muita briga de Daniel, claro!).

Embarcamos pra Curitiba, fizemos a conexão e chegamos em Campo Grande 8:20 da noite. (8:20 pra nós, porque tem que descontar uma hora de fuso horário, então era 7:20 da noite).

Fomos tomar mais umas em um boteco, depois de fazer uma caminhada-treino pra Machu Picchu. O pessoal nos informou de uma feirinha famosa em Campo Grande e resolvemos ir a pé. Andamos vários quarteirões, tipo uma hora de caminhada pra chegar lá e a feirinha estar fechada. Voltamos a pé pro hotel e fomos pra um boteco lá perto mesmo.

 

Nesse tempo de viagem já tem várias histórias, tipo um cara que deu em cima de Raphael, eu que perdi o celular no avião, um povo brigando no avião, Daniel querendo roubar o lanche da menina que tava do lado dele no avião…

Mas como tô na internet do hotel, e aqui é caro pacarái, conto isso mais tarde…

 

Compramos passagem pra Corumbá pras 3 da tarde (são 12:55 agora).

 

De lá, se conseguir, conto mais…

 

Ah, amanhã tem Nana Fest com Chiclete com Banana aqui em Campo Grande,,, Tamos quase ficando por aqui! Hehehe

  OBS: Já temos várias fotos, mas depois eu coloco. Esse Pc não tem conexão USB.

Chegou a hora…

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Tudo pronto! Bilhetes aéreos emitidos, vacina tomada, passaporte tirado, guias de viagem comprados, mochilas, roupas e equipamentos idem.

Amanhã começa a viagem, vamos pegar um Buzu com destino a BH, onde pegamos avião pra Campo Grande.  De lá atravessamos o Pantanal de ônibus até Corumbá, onde pegaremos o trem da morte com destino a Santa Cruz de La Sierra.

Serão 28 dias de viagem, com um roteiro mais ou menos traçado. Amanhã saímos de Montes Claros e no dia 31 de Julho está marcado o bilhete de volta pela Gol, de Santa Cruz de La Sierra na Bolívia à BH, com conexão no Aeroporto de Guarulhos (compras no Free Shop). 

Minha Mochila já está quase pronta, faltam apenas algumas peças de roupas que tenho que pegar amanhã cedo na lavanderia. Estou colocando tudo dentro de sacos plásticos (sacos para congelar alimentos, que vêm com um ziper, pra não entrar àgua).

Já estou também fazendo uma seleção de músicas pro MP3, afinal serão várias horas na estrada, de trens e ônibus.

Amanhã não sei se conseguirei postar alguma coisa, mas depois de amanhã já deve ter alguma coisa no site…

Abraço a todos e até a volta…

VACINA E DÓLARES

Fomos tomar a vacina contra febre amarela nesta semana. Procuramos o Posto de Saúde do Bairro Planalto, onde por sinal fomos muito bem atendidos. Tomamos as vacinas e recebemos o cartão do SUS, que teremos que apresentar ao Posto da Anvisa no Aeroporto de Confins para recebermos o Cartão Internacional de Vacinação (veja matéria lá embaixo). Só Raphael que deu uma tremedeira antes de tomar a vacina, que aliás não dói nada, mas como ele foi o último a tomar, colocamos pilha e falamos que doía demais. Ele quase desiste…

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Outra dica muito boa veio por parte da SOCTUR. Estávamos procurando dólares pra comprar pra viagem, quando descobrimos que a VISA lançou um cartão pré-pago (Visa Travel Money), onde você credita a quantidade que quiser em reais, que são convertidos para dólares e você pode usar em qualquer um dos mais de 890 mil caixas automáticos da rede Visa/Plus espalhados pelo mundo. Além disso, você pode sacar o dinheiro na moeda local ou fazer o pagamento das despesas no país que estiver visitando direto com o cartão. Para cada saque é cobrado uma taxa de US$ 2,50, e para pagamentos com o cartão nenhuma taxa é cobrada.

Funciona assim: você quer por exemplo creditar 1.000 dólares no seu cartão Visa VTM. Faz a conversão (ontem o dólar estava a R$ 2,03  => 1.000 X 2,03 = R$ 2.030,00). É só fazer o depósito de R$2.030,00 e você tem um crédito de 1.000 dólares no seu cartão. 

Se na volta estiver sobrando dólares no seu cartão, é so fazer o resgate. Muito prático e seguro, pois o cartão é protegido por senha.

Veja abaixo as vantagens do Visa TravelMoney:

1 – Com o cartão você terá acesso ao dinheiro depositado 24 horas por dia, por meio dos caixas automáticos da rede Visa/Plus espalhados pelo mundo e pode tanto sacar o dinheiro quanto efetuar os pagamentos direto com o cartão;

2 – Em caso de perda ou roubo do cartão, o valor armazenado ficará protegido: só quem tem acesso à senha pessoal pode sacar o dinheiro;

3 – Você pode adquirir vários cartões para acessar os mesmos fundos e distribuí-los para sua família ou outros companheiros de viagem. Cada cartão tem uma senha própria, embora saque dinheiro do mesmo valor armazenado (aqui vai também uma dica: vamos fazer uma só conta e três cartões diferentes, um para cada viajante. No caso de roubo ou extravio não teríamos como sacar dinheiro sem o cartão. Se um de nós perder o cartão, a gente pode usar o cartão do outro, já que todo o dinheiro vai estar na mesma conta); 

4 – Em caso de extravio, perda ou roubo de cartão, a Central de Atendimento Internacional Visa TravelMoney providenciará a reposição. O serviço é oferecido 24 horas por dia e possibilita a obtenção de saldo e o histórico de transação em diversos idiomas. As ligações são gratuitas;

5 – Caso você não utilize o valor total pré-armazenado em seu Visa TravelMoney, quando retornar de viagem poderá sacar o valor residual em reais nos caixas automáticos da rede Visa/Plus do Brasil ou no próprio banco em que adquiriu o produto.

Para obter mais informações sobre o Visa TravelMoney, é só entrar em contato com Marcelo ou Juninho da SOCTUR -Sociedade Turismo: (38) 3222-4133.

Contando os dias…

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La Paz a noite, Nativo em Cuzco e Arica 

Tudo pronto, bagagem quase arrumada, faltam só algumas roupas (Saco de dormir, lanterna, equipamentos de emergência, balaclava, etc já estão na mochila).  Compramos algumas roupas de frio aqui no Brasil mesmo, mas optamos por comprar uma parte na Bolívia, já que lá o preço é melhor e a gente acha de tudo lá.

loja-roupas-bolivia.jpg     Loja de roupas na Bolívia

Bilhetes aéreos também já estão emitidos. Agora é só esperar pelo dia 4, dia em que estaremos saindo de Montes Claros. Daniel e Rafael têm esta próxima semana de provas na faculdade ainda. Eu entro de férias na próxima sexta-feira.

Já estamos contando os dias. Aproveitando e entrando em alguns sites pra pegar as últimas dicas e fechar o Roteiro. De certeza no roteiro é só que vamos estar dia 5 em Campo Grande e voltamos dia 31 de Santa Cruz de la Sierra. O resto a gente inventa por lá… Temos um roteiro pré-definido (alguns locais que a gente quer ir), o que não quer dizer que não possamos sair fora dele se a gente resolver no meio do caminho.

Estamos aproveitando e olhando também as temperaturas nas cidades por onde a gente vai passar, pra não termos surpresas:

Montes Claros: máxima 28º e mínima 13º

Santa Cruz de La Sierra: máxima 18º e mínima 12º

Oruro: máxima 15º e mínima -5º

Uyuni: máxima 14º e mínima -1º (na travessia do deserto do Atacama a gente pega até -20º)

Calama: máxima de 11º e mínima de -7º

Arica: máxima 16º e mínima 14º

Arequipa: máxima 19º e mínima 7º

Nazca: máxima 14º e mínima 8º

Cuzco: máxima 19º e mínima -2º

Puno: máxima 9º e mínima -4º

La Paz: máxima 12º e mínima -3º

Agora é só contando os dias…

 llamas-mpicchu.jpg Llamas em Machu Picchu

Email Recebido

Recebi este email de um grande amigo (companheiro de outra viagem), mas que já fez essa viagem também. Como é funcionário do alto escalão de uma grande empresa em Minas, ganha muito bem e vive tirando férias, por isso conhece todo o Brasil e muitos países do Exterior. Até convidei para fazer esta viagem conosco, mas ele acabou de voltar agora das férias…

“Janjão, Beleza?

Entrei no seu Blog, li o seu planejamento e tenho alguns comentários iniciais sobre os seguintes itens.

Carteirinha de Estudante internacional x Trilha Inca

Voce escreveu que pagará a metade na Trilha Inca. Só que na verdade vc pagará a metade da entrada no parque e não sobre todo o passeio que é feito por empresas de turismo. É claro que com a carteirinha de estudante você poderá chorar mais dizendo ser estudante. Apesar que quando eu fui o pessoal já não estava acreditando muito em brasileiro sem grana. Pra eles, pelo fato do Brasil estar crescendo nós temos grana. Então prepare a choradeira. Uma dica é que você deve procurar em muitas agências que fazem o passeio, pois normalmente eles reunem um grupo para uma empresa que opera realizar o passeio. Dessa forma pode acontecer de estar no mesmo grupo pessoas que pagaram desde U$ 135,00 (meu caso) a U$ 185,00 e usufruindo dos mesmos benefícios. Outro fato é ter certeza que o trem de volta de Aguas Calientes está incluso no passeio. A trilha de dois dias tbem é uma opção, mas na minha opinião é melhor abrir mão de outros passeios do que fazer os dois dias.

+ Trilha Inca

Quando eu fui e possivelmente deve continuar esta regra, para fazer a Trilha Inca vc deve contratar o passeio com 4 (quatro) ou no mínimo 3 (três) dias de antecedência. Em parte isto não é problema, pois Cusco possivelmente será o melhor lugar para “baladas” (não sei se o velhinho ainda gosta) que vc vai passar. Gente de todo o mundo agitando as boates da cidade. Vale a pena ficar. Além do mais você terá passeios para fazer no entorno de Cusco que são interessantes. Em Cusco vc compra um passaporte para visitar o entorno da cidade e contrata uma empresa. Aqui vale a mesma dica para a Trilha. Chore! Tente fechar os dois passeios com a mesma empresa para ganhar nos desconto. Um detalhe: O desconto de 50% para o passaporte só é válido para menores de 28 anos ( o velhinho dançou.)

Cartão de Vacina da Frebre Amarela

O cartão de vacina será útil para retornar ao Brasil, pois os outros paises não cobram. Pelo menos não cobravam na época que eu fui. Se não me engano tem um posto da Anvisa na Av. Getúlio Vargas na região da Savassi.

Lago Titicaca – Lado Peruano x Boliviano

O lado boliviano é mais bonito e também mais barato que o lado peruano. Mas se tiver tempo vale a pena fazer os dois passeios. No lado Peruano vc dorme em casa dos nativos e visita três ilhas sendo a flutuante, a Amantani (onde vc dorme) e a Tasquile no dia seguinte.

Ilhas no lado Boliviano do Titicaca

Vc escreveu que as Islas del Sol e de La Luna são só uma. Não procede a informação. A Isla del Sol é onde vc poderá ficar hospedado e é maior que a outra ilha. Vale a pena dormir uma noite nesta ilha, pois é uma barbada pela grana que você vai gastar ai. Se tiver tempo faça uma caminhada do lado Sul ao Lado Norte. Existem dois caminhos, sendo um pela margem da ilha e outro pelo centro. Se estiverem animados vale a pena ir por um e voltar pelo outro. Nesta ilha não tem agito e a noite você pode ir para os restaurantes que (normalmente são nas casas dos nativos) e desfrutar de uma maravilhosa truta. Agora pesquise se vão lhe servir uma “truta selvagem” ao invés das criadas em cativeiro. É muito boa. Sobre a Isla de la Luna é pequenina e não tem muita graça.

Entre na seção Barbadas e Roubadas do Site do Viajante Independente da América do Sul ( www.oviajante.com ) que pode ter algumas dicas que irão lhe ajudar.

Eles vendem um guia que é muito bom, mas custa 79 pilas. Eu viajei com ele e me ajudou bastante. Mais no planejamento.

Outra questão é que vc deve tomar cuidado com a Bolivia. Acompanhe como está o clima daquele pais, pois o povo é muito agressivo. Quando eu viajei, tivemos problemas na travessia da Bolivia para o Peru, pois os bolivianos haviam fechado a fronteira por causa de um prefeito que roubou em uma cidade. Tivemos que pagar a mais para que um guia nos atravessasse e foi uma aventura. Depois qdo já estávamos no Peru, vimos pela CNN que o povo havia matado o “ALCAIDE”, isto é, o PREFEITO através de linchamento. Então não brinque. Também há relatos de brasileiros que tiveram que voltar, até deixaram motos para trás, devido a período de conflitos internos. Não estou lhe desanimando, apenas te alertando para acompanhar o clima do país. Mas pelo visto está tudo tranquilo no momento.

Quanto tempo vcs estão pensando viajar?

Por enquanto tá bom, pois tenho que trabalhar. rs rs rs

Depois vou pegar umas anotações que tenho para lhe passar mais dicas.

Se tiver dúvidas é só perguntar. Posso lhe ajudar sobre La Paz, Copacabana, Puno e Cusco (Machu Picchu)  que foi o roteiro que fiz.

Grande abraço,

MARAJÁ”

Vídeo Doidera

Esse vídeo foi feito pelo Renato Doidera, que fez a viagem em Dezembro de 2006 e Janeiro de 2007 pela Bolívia, Perú e Chile. Nele tem vários locais que vamos conhecer também, como o Salar de Uyuni (passeio 4X4), Lago Titicaca, Trilha Inca, Macchu Picchu, Ilhas Uros (flutuantes), etc.

Para saber mais sobre a viagem do Doidera é só visitar o site dele, clicando AQUI. 

Vacina

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Tinha marcado hoje de ir a um Posto de Saúde para me vacinar contra a Febre Amarela, já que só posso viajar pelos países programados se estiver vacinado e a vacina tem que ser de atá 10 dias antes da viagem.

Resolvi entrar na net pra verificar o processo e foi aí que descobri que em Minas só posso receber o Certificado Internacional de Vacinação (CIV) no Aeroporto de Confins ou no Aeroporto da Pampulha, onde tem Unidades de Vacinação da Anvisa.

Cancelei a vacina no Posto de Saúde e tentei me informar melhor. Entrei no site da Anvisa e descobri que posso me vacinar aqui em um Posto de Saúde e a vacina é gratuita (pela rede do Sistema Único de Saúde-SUS). Quando realizar a vacinação é só pedir o  Cartão Nacional de Vacina, válido em todo território nacional. O Cartão não possui validade internacional, e para isso deve ser apresentado nos postos da Anvisa para emissão do CIV.

OBS.: O Certificado Internacional de Vacinação (CIV) é um documento que comprova a vacinação contra a febre amarela. A exigência do CIV é prevista no Regulamento Sanitário Internacional (RSI). A lista com os países que exigem o certificado está disponível na internet no sítio da Organização Mundial de Saúde.